Julgue pela capa. Assim como a poesia, as imagens, também, são expressivas. Por isso, escolha o poema pela imagem que melhor traduz você nesse momento.

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domingo, 22 de janeiro de 2017

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Tradução das Palavras: Maxwell Santos


Tradução das Palavras: Maxwell Santos


Eu me chamo Maxwell Santos, sou carioca, tenho 25 anos e escrevo tudo aquilo que desperta intensidade. Gosto do que é simples e prefiro ser um desconhecido reconhecido à um famoso sazonal. Sou personagem do que escrevo, seja por experiência própria ou por empatia.

Td(F): Maxwell é o seu nome ou nome artístico? (Se artístico, como surgiu?)
Maxwell: É o meu nome mesmo. Quem deu esse nome foi o meu irmão mais velho, Márcio; mas a minha mãe já queria dar esse nome porque ela trabalhava próximo ao Boulevard, que ficava na Rua Maxwell, em Vila Isabel. É uma rua muito conhecida no bairro e já que a minha mãe estava grávida de gêmeos, ele sugeriu esse nome à ela, que logo aceitou. Antes eu implicava com o meu nome, hoje me acho com cara de Maxwell (risos).

Td(F): A partir de qual momento você efetivamente decidiu assumir a carreira de escritor?
Maxwell: Olha, eu sempre me vi como amador na escrita, mas na essência da palavra (amador = por amor). Tenho planos com a escrita, mas nunca me rotulei como escritor. É algo tão natural que dispenso rotulações.

Td(F): Conte-nos sobre sua trajetória como escritor?
Maxwell: A escrita sempre esteve comigo, mas eu nunca me dei conta. Lembro de ter entre 8-9 anos e as professoras pediam que criássemos uma história a partir de quadrinhos, de um enunciado e eu escrevia de maneira livre, solta e muito criativa, com a aprovação delas. Parece coisa de destino, analisando agora. Hoje me considero rudimentar, sempre buscando aprender mais e sei que preciso aprender. O barato da escrita é isso: a reinvenção de si mesmo.

Td(F): Maxwell, a quantidade de seguidores nas suas páginas é prova de que você consegue atingir muitas pessoas com as suas escritas. Qual o segredo para ter tanto sucesso com as pessoas hoje?
Maxwell: Não tem segredo. Sempre fui muito tranquilo com isso. Quem quiser seguir, deixar de seguir, que seja porque quis. As pessoas se sentem identificadas e marcam outras pessoas, que interagem, e isso vira um ciclo. Nunca forcei divulgações; as pessoas curtiam, seguiam e eu me sinto feliz porque me sinto compreendido. É bom quando se identificam com o que escrevemos e até quando existe um ponto de vista diferente, é legal discuti-lo. Em maio de 2015, eu tinha por volta de 250 seguidores e graças à uma curtida do Poetas Azuis eu fui tendo uma visitação maior de pessoas. Hoje tenho quase 90 mil. Mas o foco sempre foi a intensidade, não números. Números pra mim são uma consequência natural e eu sou muito grato por isso. Se há visitação, interação, seguidores, é porque as pessoas se sentem tocadas.

Td(F): A sua produção ocorre com frequência ou você tem períodos?
Maxwell: Varia bastante. Gosto das madrugadas para criar, por causa do silêncio, mas é algo tão relativo que não posso especificar. Às vezes a inspiração aparece no momento mais inoportuno e você precisa estar atento para não perder aquela ideia principal. Tenho bloqueios criativos, e dias onde eu pareço criar por todos aqueles dias de bloqueio. Estou sempre suscetível à inspiração.

Td(F): Por que a escolha por temas mais românticos?
Maxwell: Eu escrevo muito sobre aquilo que vivo, sinto, idealizo. Escrevo sobre o amor porque reflito o amor neste momento da minha vida. Mas haverão dias onde irei escrever sobre a solidão, saudade, futuro, passado, perdas, incertezas... por isso me defino como "aleatório", porque essa inconstância de sentimentos faz parte da gente. O ser humano é aleatório. Eu gosto de transitar por tudo aquilo que faz sentir e assim como o amor, os outros sentimentos também são linguagens universais. A realidade nem sempre é como queremos, mas podemos absorver o que há de melhor.

Td(F): Suas escritas são produtos de reflexão ou de uma emoção?
Maxwell: Dos dois. Eu penso muito sozinho e gero muitas ideias boas, pautas para futuros versos, frases e textos. O meu blog no Tumblr se chama "Pensando só" por isso, porque pensando só eu consigo discutir comigo mesmo alguns pontos que me interessam, que instigam a curiosidade e outros pontos que pareciam mal resolvidos. Claro, estou sempre sujeito à mudanças, mas é uma relação íntima que carrego. Adoro conversar sobre a vida, sem tema específico, livremente. Histórias compartilhadas inspiram demais.

Td(F): Na sua formação como escritor quais aqueles autores que você sente que realmente lhe influenciaram, que marcaram?
Maxwell: Vai parecer meio esquisita a minha resposta, mas não tenho uma referência específica. Sou de uma geração que conheceu Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector através do Tumblr e o que lia me inspirava muito. Gosto de Mário Quintana, Fernando Sabino, Drummond, Nicholas Sparks, entre outros. Na poesia, gosto muito do estilo do Leminski e o pouco que li de Pio Vargas. Gosto de poesia sem preocupação com a estética. Sou um leitor que tem sede de conhecer e descobrir muito mais. Ainda falta muito para eu ter uma resposta definitiva sobre uma referência específica.

Td(F):  De suas produções, qual sua preferida?
Maxwell: Cada produção diz muito sobre um momento. Lembro de um verso que criei sobre dois personagens (Maria e João) que eu curti demais e me marcou por terem personagens definidos – normalmente eu sou o personagem do que escrevo ou uma terceira pessoa a qual dirijo o sentimento. Eu tenho um carinho pelas coisas que escrevi no ano de 2013, por ter sido um ano de muitas emoções para mim. Quando releio aqueles escritos, sempre me surpreendo pela intensidade. Não tenho uma preferência definida por uma produção, mas pelo período.

Td(F): No seu entender, qual é o papel do escritor brasileiro hoje?
Maxwell: Promover inspiração, debate, reflexão. Acho que a arte é uma semente e deve ser utilizada da melhor maneira possível. O meu compromisso é com a intensidade. Se isso influenciar a vida de alguém de maneira positiva, eu me sentirei muito feliz. O importante é passar uma mensagem. O legado da escrita é o que ela desperta em quem lê e isso se perpetua, se renova. Nunca se atrofia.

Td(F): Como grande escritor que é deixe uma mensagem ou poesia para os nossos leitores
Maxwell: Eu agradeço pelas palavras e pela entrevista – a minha primeira na vida, acredita? (risos).
Vou citar o verso de Maria e João, da resposta anterior:
"Maria gostava de azul
não ligava pra poesia
João gostava de rosa
e pro mundo pouco sorria
João ofereceu um buquê
e lhe dedicou também
uma prosa
naquele instante sorria
por tê-la oferecido a rosa
Maria gostava de azul
passou a gostar de rosa
do buquê e do sorriso de João
e até de poesia gostou
quando pegou em sua mão."

Sobre Tradução Dos Fatos

Não há descrição para apresentar “quem somos”, porque representamos muitos mais do que se pode descrever. Contudo, se satisfaz seus anseios, somos dois autores camuflados em três pseudônimos e incontáveis poesias, que encontram na arte de poematizar uma maneira de se refugiar, criticar, refletir e traduzir os (f)atos.

2 comentários:

  1. Eu sou fã do escritor Maxwel,de carterinha, meu escritor preferido,tudo que ele escreve ,parece que foi escrito pra gente eu digo o público, eu me indentifico muitos com as poesia dele,as vezes até choro,me sinto confortada ,pois sinto que eu não estou sozinha, tem mais alguém ,sentindo o que eu sinto...Obrigado Maxwell, amo você meu amado filho.....Não sou mãe coruja não. ..

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