Julgue pela capa. Assim como a poesia, as imagens, também, são expressivas. Por isso, escolha o poema pela imagem que melhor traduz você nesse momento.

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sábado, 14 de janeiro de 2017

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Tradução das Palavras: Jey Leonardo




Tradução das Palavras: Jey Leonardo



Jey Leonardo, 25
Paraibano, estudante e no último semestre de Relações Públicas na Universidade Federal da Paraíba. Idealizador do Escritos Meus e autor do livro "Talvez não seja tarde" (Editora Multifoco, 2016). Jey viu sua vida mudar quando começou a escrever alguns pensamentos e diversas pessoas se sentiram descritas e abraçadas por suas palavras. Escrever é sua maior paixão.

Td(F): O que te motivou a escrever?
Jey: A necessidade de colocar para fora todo aquele mundo de sentimentos que carregava aqui dentro. Às vezes, me sentia sufocado e como sempre gostei de tecnologia, o surgimento e popularização do Twitter, serviu para que eu encontrasse na rede uma forma de expressão que até hoje tem sido minha principal válvula de escape.

Td(F): Qual a sua trajetória como escritor?
Jey: Comecei escrevendo para desabafar mesmo. Acredito que os primeiros passos foram dados em 2009, tendo a dinâmica ficado mais acentuada em 2010, quando fui morar só devido aos estudos e por isso passei a escrever mais. Sempre escreve no digital, então pouco a pouco fui me adaptando a cada rede. O Twitter foi o ponto de partida, já no final de 2014 criei a Fan Page no Facebook e em meados de 2015 o Instagram. Gosto de dizer que expandi para as duas últimas redes citadas somente depois de surgir o convite para lançar o meu primeiro livro (Talvez não seja tarde, Ed. Multifoco). Ah, e na metade de 2016 criamos o meu site onde são publicados textos mais longos.

Td(F): Do que fala o seu livro “Talvez não seja tarde”?
Jey: O livro é um romance dramático. A trama ficcional conta a vida de Frederico, personagem principal, que após viver toda sua vida preso em seu mundo particular, acaba passando por um acontecimento inusitado, tomando um choque de realidade e despertando daquela que consideramos ser a pior das mortes: a interior.


Td(F): O que te inspirou a escrevê-lo?
Jey: Acredito ser uma pergunta bastante complexa. Eu só tenho um livro, que inclusive foi publicado recentemente, e para ser sincero não consigo encontrar uma explicação lógica que defina a forma como a trama surgiu em minha cabeça. Eu só sei que pensava em tudo e ia pouco a pouco escrevendo, criando.

Td(F): Como foi para você escrever “Talvez não seja tarde”?
Jey: Foi uma experiência bastante intensa. Apesar de ser ficção, eu sentia cada palavra ali escrita. A trama acabou me deixando envolvido e houve momentos que fiquei esgotado, sentimentalmente falando. Quando a gente lê um livro rola isso, mas imagina então escrevendo? É mil vezes mais forte a coisa, rs.

Td(F): Como se sente em ter toda essa repercussão sob suas obras sendo tão novo?
Jey: Eu acho uma loucura, ao mesmo tempo que acho uma lindeza. É incrível ver que as coisas que você sente não estão sendo desperdiçadas, porque as pessoas, de certa forma, absorvem aquilo e levam para a vida. É maravilhoso! Não sei vivier sem produzir.

Td(F): Quais foram os tipos de dificuldades que você encontrou quando iniciou sua carreira de escritor?
Jey: Para ser sincero até hoje não me considero um escritor. Eu sou só uma pessoa que divaga entre uma palavra e outra e as expressa sem se apegar a regras linguísticas ou teorias literárias. É puro sentimento. Mas confesso que a leitura de grandes obras aprimora a percepção para produzir cada vez mais e melhor. A gente tem que beber do que é bom para entrar no clima. E a dificuldade foi essa, quando no início lia pouco e não tinha noção de algumas coisas.

Td(F): Você tem algum conselho para os novos escritores que encontram diversas barreiras desde preconceitos à falta de disposição das editoras?
Jey: Que escreva. Mesmo que diante de dificuldades e bloqueios criativos, que eventualmente surgirão, mas escreva. Sem pressa ou pressão. Respeitando o seu tempo. Quando estiver pronto, será algo memorável. Independentemente do que possam pensar sobre isso, pois acredito que tudo aquilo que fazemos com o coração, vale a pena. E muito! Mercado literário é difícil em qualquer lugar. Mas se pelo menos uma pessoa ler e sentir o que você produziu, sendo publicado por editora ou apenas postado em redes sociais, enviado por e-mail, enfim... garanto que todo esforço fez sentido.

Td(F): Qual seu autor predileto? Por quê?
Jey: Impossível citar apenas um. Então digo que são Nicholas Sparks, Edgar Allan Poe, Augusto dos Anjos, Zíbia Gasparetto, Clarice Lispector, Martha Medeiros e Charles Bukowisk. Gosto de quem escreve com as vísceras e me deixa rastejando ao ler as produções. Essas pessoas aí tem obras memoráveis e que me fazem viajar sem ter hora para voltar.

Td(F): Pretende escrever algum outro livro?
Jey: Sim, já está em produção. Mas isso é surpresa e então ficará para próximos papos que a gente for bater, rs.

Td(F): Como grande escritor que é deixe uma mensagem para os nossos leitores.
Jey: Não sou grande escritor, gente! (rs).
Mas então, é sempre maravilhoso encontrar pessoas que desfrutam de um universo tão encantador como o da literatura. Aos leitores do blog, eu deixo a mensagem que sempre leiam e também escrevam, por que não? Não há nada melhor que isso! Viajar por tantos mundos e sem gastar fortunas, isso é fabuloso! Agradeço desde já o convite para essa entrevista e peço que vocês, organizadores deste espaço, continuem com esse trabalho sensacional de expandir ainda mais o propósito literário por todos os cantos. Gratidão e sucesso. Sempre!



Sobre Tradução Dos Fatos

Não há descrição para apresentar “quem somos”, porque representamos muitos mais do que se pode descrever. Contudo, se satisfaz seus anseios, somos dois autores camuflados em três pseudônimos e incontáveis poesias, que encontram na arte de poematizar uma maneira de se refugiar, criticar, refletir e traduzir os (f)atos.

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